Descrição
PREFACIO
Um Deus com um coração missionário, um campo missionário, um homem enviado a fazer uma obra missionária, porém sem um coração missionário.
Essa era a realidade do filho de Amitai, “Jonas”, (Jonas C. 1 vss 1,2, e 3), cujo nome significa “pombo”, única ave que não possui fel (líquido da vesícula biliar), que denota, amargura, azedume, biblicamente simboliza o mal, o pecado, a falta de amor. Ou seja, Deus escolheu Jonas para a evangelizar, um povo cruel, (Nínive), que segundo os historiadores, teriam sido os algozes de seu pai, e de muitos outros profetas que lhe precederam, para ensinar-lhe que, Missão se faz com a alma desprovida de rancor, maldade, racismo e preconceito.
Nesta obra o autor, aborda a necessidade de se atender a ordem imperativa de Jesus, registrada em Mc. C. 16 v 15 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”.
Aborda ainda, a necessidade urgente, de fazer missões, entendendo que ela não deve ser feita por etapas, ou primeiro em uma determinada região geográfica, ou determinado povo e depois em outra região ou povo, mas sim, em todos os lugares e a todos os povos, ao mesmo tempo. Frise-se que, para se cumprir essa tarefa, necessário se faz, que o missionário se esvaziar de si mesmo, de suas vontades, ideologias, sonhos e projetos pessoais.
Esclarece o autor que, missão não um departamento da igreja, dando a ideia de que alguns tem o dever de fazer enquanto outros não, mas sim, que essa obra deve ser feita por todos, pois todos foram incumbidos como igreja de anunciar a cristo e trabalhar para o crescimento do reino de Deus.
Atos C.1 v 8 “Mas recebereis a virtude do espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. Entende-se ainda que, nem todos irão a campo estrangeiro, a tribos, vilas e valados, mas todos, devem trabalhar onde estiverem para apresentar o evangelho da graça aos homens, “Orando, contribuindo e Indo”, tudo ao mesmo tempo, não fazendo uma coisa e se desincumbindo da outra, logo, todos somos Missionários.
William Carey, um inglês, nascido na Inglaterra no ano de 1761, convertido em 1779, tornando-se pregador Batista em 1783, se tornou um missionário na Índia, para onde foi e ali se estabeleceu, deixou seu país europeu, seu povo, sua cultura, suas oportunidades de realização profissional, econômica e financeira, para conquistar um povo estranho, pagãos para Cristo, em nada tendo a sua vida como preciosa, antes dando primazia a obra missionário, tão importante e urgente.
Na Índia foi trabalhar em uma fábrica de corantes para tecidos, para se manter e ali se estabelecer, com o intuito de estudar cuidadosamente o cotidiano e o comportamento daquele povo.
Supervisionou 06 traduções completas e 29 traduções parciais da Bíblia para dialetos da Índia.
Escreveu dicionários e gramáticas, foi cofundador da primeira faculdade cristã da Ásia: Faculdade de Serampore, foi o criador da Sociedade Agrícola da Índia (melhorias na agricultura); iniciou o que é hoje o maior jornal daquele país.
Liderou a bem-sucedida campanha contra a prática de suicídio pelas viúvas indianas, prática que era comum na época e por fim se tonou o Pai das Missões modernas.
William Carey, morreu na Índia sem jamais retornar a Inglaterra aos 73 anos de idade e deixou um legado na história das missões da igreja pelo mundo.
“Realize grandes obras para Deus e espere grandes feitos da parte dele” – Esse era o lema de vida de William Carey. Segundo Ruth Tucker, ele mais do que qualquer outro indivíduo de sua época e na história moderna, estimulou a imaginação dos cristãos e deixou o exemplo do que pode e deve ser feito para se levar os perdidos a Cristo. Neste livro o leitor irá entender que para se fazer missões é necessário ainda, que o aspirante a missionário se envolva com Deus, com sua palavra e com seu Espírito Santo, sem o qual, jamais entendera a importância e urgência desse trabalho.
É de suma importância que o indivíduo que deseja pregar o evangelho, não “apenas”, se envolva, com o estudo teológico da palavra de Deus, mas em tudo seja exemplo para os infiéis, manter a identidade crista, no amor, no trato, na vida pia e consagrada a Deus, dando antes de tudo exemplo aos incrédulos, ou seja pregando primeiro, com sua vida, atitudes, comportamentos, para só depois passar a pregar teologicamente a palavra divina.
Veja o que o primeiro grande Apostolo (Paulo) cristão ensinou ao seu discípulo Timóteo. 1º a Timóteo C. 4 vss 12,13,14 e 15. 12: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas se o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza”.
“Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá”.
“Não despreze o dom que há em ti, o qual lhe foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério”. 15: “Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos”. Logo, entende-se que, a vida, conduta e atitudes do missionário, fala muito por ele e, conquista almas, converte pecadores, transforma vidas.
II Reis C.4 v 9: “E ela disse ao seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus”.
Estamos sempre sendo observado por um grande número de pessoas e testemunhas. Hebreus 12 v 1: “Portanto nós também, pois estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, v 2: autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.
Desta forma, entende-se que, missões se faz com oração, vida no altar, comunhão e exemplo para os infiéis, sem tais práticas se trabalha em vão, se prega com palavras e até atrai alguns, mas logo se desviam, pois não veem no missionário exemplo de piedade, amor e fidelidade a Deus.
No livro o Autor faz ainda, uma autobiografia de suas experiências missionarias na Igreja onde serve como Pastor AD Embu das Artes em Valo Velho, igreja e ministério que a 23 anos vem ganhando almas no Estado de São Paulo e outros e tem ao longo desses anos apoiado e sustentado a visão missionária através do “Progem” (Programa de Evangelismo e Missões), o qual por anos foi liderado pelo Autor. Mister entender que, toda obra missionária tem seus percalços, dificuldades, perseguições e resistência por parte de alguns, que é da natureza do trabalho missionário. O galardão vem do Senhor. Ele disse a Abraão, quando ainda era Abrão:
Genesis C. 15 v 1: “Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão”.
Desta forma o futuro missionário, deve entender desde já que o campo missionário seja ele onde for, trará dores, incertezas na vida cotidiana e humana, trará consigo, sofrimento e incompreensões, mas, o resultado será sempre maravilhoso para o crescimento e engrandecimento Reino de Deus na terra, almas serão salvas, vidas serão transformadas e nome do Senhor será glorificado. Vejamos: Salmos 126 v 6: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”.
Não desista, não pare de lutar, não desanime, essa obra é árdua, porém, maravilhosa e cheia de frutos. Aborda ainda o Autor, como a igreja deve fazer e incentivar o serviço missionário, local, regional e transcultural cuidando da boa aparência e boa apresentação, para que haja uma aceitação maior por parte daqueles que serão evangelizados. Relembra a importância do pastor se envolver com o trabalho missionário, ainda que haja uma diferença nas tarefas do missionário e do pastor, pois enquanto este vai ao campo ganhar almas para Cristo o pastor, as apascenta, ensina, discipula e as envia em novas investidas missionárias.




